Zara Truta
Oh impuro entre os impuros.
Oh desgraçado entre os desgraçado.
Oh tu que viveste tão brevemente
e que, num único
suspiro, num átimo,
vomitaste os mais infames versos.
Não nasceste morto posto que tinhas uma missão:
Lançar à terra a semente do mal...
E o fizeste bem.
Cumpriste, naquele átimo, o teu nefasto destino.
Nasceste e morreste.
A tua massa cadavérica, disforme,
condenada a permanecer insepulta,
lançada na sarjeta,
desprezada pelos abutres,
pelos urubus,
pelos vermes mais primitivos,
foi tragada pelo abismo mais profundo da Terra
E lá permanecerá “ad aeternam”.
O odor fétido que exalas não nos incomoda,
eis que Éolo, compadecido da humanidade,Sopra incessantemente,
lançando-o para as dobras do Universo
onde pena tua alma
- se é que a tens.
Lá viverás o horrores da tua eternidade
urrando em uníssono
com teus pares: Átila, Hitler, Idi Amin e Sadam.
A todos negado o “réquiem aeternam dona eis”.
